Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados e o começo da campanha para as eleições municipais de 2020, está todo mundo de olho para como os candidatos vão usar as informações dos eleitores no pleito deste ano. Para discutir os limites e regras desse jogo, o episódio 30 do Dadocracia traz um papo com a Heloísa Massaro, coordenadora da área de informação e política do InternetLab.

Heloísa coordenou um a produção de um documento chamado Proteção de dados nas eleições: democracia e privacidade, e conversou com a gente sobre envio massivo de mensagens via WhatsApp, Cambridge Analytica, limites de usos de dados dos eleitores e da exposição de dados dos candidatos, e o papel dos influenciadores nas eleições de 2020.

A conversa tá massa – ouve aí!

Veja aqui o documento completo Proteção de dados nas eleições: democracia e privacidade.

Nesse episódio, a Mariana Rielli citou o estudo WhatsApp and political instability in Brazil: targeted messages and political radicalisation, dos pesquisadores Rafael Evangelista e Fernanda Bruno.

Nós também falamos de uma investigação do Channel 4 sobre como a campanha do presidente americano Donal Trump trabalhou com a Cambridge Analytica para desencorajar um grupo de 3.5 milhões de eleitores negros a votar.

Na semana em que gravamos este episódio, a Folha de São Paulo mostrou como diversas empresas continuam a oferecer envio em massa de mensagens para campanhas política, com segmentação de públicos construídos a partir de raspagem de dados em redes sociais. Vale a leitura das duas matérias.

Para acabar, nossa trilha sonora foi Candidato Caô Caô, do Bezerra da Silva.